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sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Sexo oral no Sexo Verbal



Meu nome é Lucy (nome fictício), sou paulista de Santo André, moro em Salvador desde o ano passado, tenho 20 anos e sou lésbica. Tenho uma relação como uma menina de 22 anos e estamos atravessando um período muito conturbado, com brigas e discussões quase que constantes, sendo que por trás disso tudo está a postura dela na cama.

Estudando o comportamento de casais (independente da opção sexual) ao longo do tempo, acabei concluindo que a atitude passiva e a atitude ativa sempre existiu dentro do relacionamento, principalmente até meados dos anos 80. Porém, de lá para cá, tenho observado que essa rigidez comportamental com relação a “quem faz o que” vem se diluindo e parece não haver mais papéis muito bem definidos na hora do sexo.

"...alguns homens não chupam
suas parceiras por entenderem
que a submissão é papel
reservado para a mulher."

Trocando idéias com gays e lésbicas, pude confirmar minhas suspeitas, pois a maioria diz que são ativos e também passivos, dependendo da conveniência ou mesmo da vontade. Claro, no meio em que freqüento, existem lésbicas masculinizadas que se posicionam como a parte ativa da relação e não abrem mão disso. Mas esse não é o meu caso. Sou muito feminina, minha namorada é modelo e isso nos afasta de qualquer estereótipo. Só os mais chegados sabem da nossa opção sexual. Nos conhecemos em janeiro desse ano (2010) em um desfile onde trabalhei (sou fotógrafa). Fizemos outros trabalhos juntas em eventos e logo pintou uma aproximação.

Quando começamos a ter relações, notei que ela nunca tomava a iniciativa de me chupar. Com o passar do tempo, criei coragem e pergunte a ela se havia algum problema com isso. Para minha surpresa, ela respondeu “que algumas coisas ela não fazia”. Até hoje isso me deixa confusa, pois uma atitude dessas seria mais sensata vindo da boca (desculpem o trocadilho) de um homem e não de uma mulher.

"Pode uma lésbica não
gostar de fazer sexo oral na parceira?"

Mais uma vez, fui ter com meus amigos gays, na esperança de obter uma resposta que me acalmasse os ímpetos. Depois de horas trocando idéias, chegamos a conclusão de que alguns homens não chupam suas parceiras por entenderem que a submissão é papel reservado para a mulher, sem falar na questão idiota do nojo que alguns dizem sentir. O mais ridículo disso tudo, e também revoltante, é que todos gostam de um bom boquete, mas na hora de inverter os papéis, agem como verdadeiros trogloditas machistas. Depois levam um lindo par de chifres e não sabem o motivo.

Depois de uma de nossas brigas, finalmente ela me prometeu que iria me chupar, mas que talvez isso levasse algum tempo, visto que, para ela, era algo novo. Fiquei quieta, não queria estragar o que parece ser uma pequena conquista. Até agora não rolou nada e muitas vezes penso que ela está adiando. Mas, enfim, darei a ela esse crédito.

Acredito que só o amor que sinto por minha namorada é o que me mantém. Não fosse isso, já teria dado o fora. Vejo minhas amigas, todas felizes, chupando e sendo chupadas sem o menor estresse. Seria pedir muito? Afinal, o que se passa na cabeça dessa moça? Pode uma lésbica não gostar de fazer sexo oral na parceira? Para que serve esse egoísmo todo?

Portanto, se esse texto está sendo publicado, significa que ainda não recebi o que me prometeram, infelizmente. De qualquer forma, quero agradecer a todos da equipe do Sexo Verbal pela oportunidade que me concederam, a Valentina, (que teve muita paciência comigo) e também desde já antecipar agradecimentos aos que se derem o trabalho de comentar.


"Palavra de mulher"
Colaboradora: Lucy


segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

A outra



Meu nome é Fernanda, sou de Juiz de Fora, tenho 39 anos, sou professora de Inglês, mas atualmente trabalho como Agente Penitenciária. Antes de tudo, gostaria de dizer que sou fã do Sexo Verbal e fui apresentada ao blog por indicação do site “A Vida Secreta”. Desde então, sempre que posso, tenho acompanhando as novidades por aqui.

Lendo o drama de Rachel, pensei em aproveitar o espaço da mesma forma, ou seja, escrever contando também a minha estória. Prontamente enviei um e-mail pro Enfil, trocamos MSN, acertamos uma data e hoje estou publicando o meu texto, na esperança de receber uma luz, uma indicação, uma idéia sobre o que posso fazer para salvar o meu casamento.

"Ela faz um tanto de coisas
que você nunca fez em mim!
Ela lambe o meu cu e eu
fico todo arrepiado!"


Eu amo o meu marido. Nos conhecemos na Faculdade e de lá saímos formados e casados. Tivemos quatro lindos filhos e vivíamos uma vida sossegada até o dia em que ele, do nada, endoidou e disse que queria se separar. Isso foi em outubro do ano passado. Desesperada, fiz de tudo para que ele não saísse de casa. Até uma falsa gravidez eu inventei. No fim, como mentira tem perna curta, acabei ainda tomando umas porradas, mas isso não importa. O que mais me deixou triste é que ele disse, na minha cara, que eu tava toda regaçada, com celulite, estrias na barriga, gorda e que não sentia mais atração sexual por mim. Pessoal, eu tive quatro filhos em um intervalo muito curto, sendo que fiquei grávida do terceiro enquanto o segundo ainda estava no quinto mês, amamentando! Quem é mãe, quem já teve filhos, sabe o quanto isso detona com o corpo da gente.

Não tenho vergonha de dizer que implorei que ele não me largasse. Eu sei que muita gente que está lendo isso agora deve estar pensando: “essa mulher é muito besta!”. Nem vou discordar, porque é besta mesmo que a gente fica quando ama alguém. Foi então que eu dei a idéia de fazer um acordo: ele poderia arrumar uma amante fora de casa, com a condição que voltasse à noite pra dormir comigo. Mesmo desconfiado com a minha bondade, ele acabou aceitando. E não é que o desgraçado arrumou uma amante rapidinho? E eu que achava que ele era um patola. Que nada! Mas o pior ainda estava por vir. Quando ele veio me comunicar o seu grande feito, descobri que ela é dez anos mais velha do que eu! Claro que não me agüentei, na mesma hora perguntei pra ele o que de diferente e especial tinha aquele "facão".

Segundo ele, apesar dos quase cinqüenta anos, ela é “uma coroa conservada e fogosa”. Que o corpo dela é lindo, e os cabelos “isso”, e a pele “aquilo”, e os peitos “não sei o que mais”. Mas foi quando ele passou a falar de sexo que minha cabeça deu um nó. Vou repetir palavra por palavra o que foi dito, para que vocês tenham a noção exata do problema. Disse ele:

“Ela faz um tanto de coisas que você nunca fez em mim! Ela lambe o meu cu e eu fico todo arrepiado! É bom demais da conta! Até os bagos ela coloca tudo na boca. Você nem pra isso se presta”.

Amigos, ninguém havia me dito que pra ter o amor desse homem precisava lamber o cu dele! Muito menos que tinha que meter o saco do infeliz de uma vez só na boca pra ele revirar os olhos! Eu estudei em internato e de lá eu já fui pra Universidade. A gente aprende alguma coisa aqui, outra ali, mas esse trem de lamber o tóba e engolir saco é coisa de doido!

Ontem eu estava dentro do ônibus, indo trabalhar e vi ele passando de carro com a “lambedora de cu”. Ela não é feia, não. Me deu um aperto tão grande, mas tão grande! Eu amo esse homem ainda e não quero perdê-lo. Já estou fazendo academia e um tanto de coisas: depilação a cada quinze dias, massagem estética e de relaxamento, limpeza de pele, hidratação e até drenagem linfática. Outro dia estava me olhando no espelho e vi que o meu corpo é até bom, só a barriga que precisa dar um jeito. Também comprei uns cremes, uns perfumes, quero mudar, sabe?

Espero que vocês não se ofendam com tudo isso que foi dito aqui. O pior, o podre, não foi dito pela minha boca, isso é certo. Mas tenho esperança de receber bons conselhos dos amigos que freqüentam esse blog. Li os comentários que deixaram no post da Rachel e achei tão lindo e bonito da parte de quem se deu o trabalho de tentar fazer algo por ela. Até chorei! Ando muito sensível.

Espero que entendam esse meu jeito besta de amar e me ajudem.

Beijão!


"Palavra de mulher"
Colaboradora convidada: Fernanda


sábado, 27 de novembro de 2010

Modernidades



Meu nome é Rachel, tenho 33 anos, sou paranaense, casada, tenho um filho de dois anos e também um blog. É um blog de receitas, de culinária, coisa de mulherzinha, onde certamente eu jamais poderia falar do assunto que quero tratar. Conheci o Sexo Verbal através de uma amiga, e ela, sabedora do meu problema, sugeriu que eu mandasse um e-mail para os responsáveis pelo blog para usar o espaço e desabafar. E foi o que fiz. Prontamente recebi a resposta do Enfil, menino muito atencioso, diga-se, acertamos os termos e cá estou, pronta para postar e falar de sexo, pela primeira vez em um blog!

"Da outra extremidade da cama,
meu marido sorria.
Eu já não estava tão certa que aquilo
tinha graça alguma.
"

O meu marido é um homem fogoso, dele jamais poderei reclamar com relação a isso. Desde os tempos dos namoricos e do noivado, ele sempre demonstrou ser sexualmente ativo. Posso dizer, sem medo de errar, que ele me deixa na lona quando transamos.

Todavia, um dia desses, ele ligou dizendo que me traria um presente especial. Curiosa que sou, passei o dia a tentar imaginar o que seria o tal presente. Roupas, uma jóia? Quem é mulher sabe que isso é uma verdadeira tortura! Pois chegou a noite e com ela, o maridão. Logo que entrou pela porta, notei em seu rosto que ele estava invocado, querendo fazer estripulia. Jantamos, tomamos um belo banho juntos, fomos para o quarto já dando início ao “agarra-agarra” que antecede o sexo. Pois foi quando vi, sobre a cama, um pacote.

Perguntei se esse era o tal presente. Ele respondeu que sim, com a maior cara de safado. Então, tomada pela ansiedade, pus-me a abrir o pacote. Quando vi o que tinha dentro, logo de início, custei para entender. Da outra extremidade da cama, meu marido sorria. Eu já não estava tão certa que aquilo tinha graça alguma. O presente, aquilo que ele achara que eu gostaria, era nada mais, nada menos, do que um par de algemas!

"...hoje vejo que falar sobre sexo
é tão importante quanto fazer sexo."

Gente, eu sou claustrofóbica, tenho medo de entrar em elevador e ficar presa, não gosto me imobilizem quando estou transando, que agarrem meus punhos, que dirá usar algemas! Nem bêbada! Acho que desmaiaria! Na mesma hora, como se desligasse um botão, a minha vontade de trepar foi pro espaço.

A partir dali, foi uma desgraça só. Discutimos por quase duas horas e eu me mostrei irredutível. Sou aquariana. Depois que digo “não”, pode esquecer! Ele se sentiu ofendido, me chamou de um monte de coisas e eu de braços cruzados. Acho que não haverá argumento nesse mundo que me faça colocar algemas.

Desse dia em diante, as nossas relações tem sido esporádicas. E o desgraçado ainda faz questão de apontar o motivo. E eu que achava que conhecia o meu marido, hoje vejo que falar sobre sexo é tão importante quanto fazer sexo. Por causa dessas malditas algemas, a nossa vida sexual virou uma droga. Sinceramente, eu não sei o que fazer. Mas algemas, nem pensar.

Leitores e leitoras do Sexo Verbal....me ajudem!!!!

"Palavra de mulher"
Colaboradora convidada: Rachel



quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Grego, Dourada ou Negra

Não é fácil ser mulher no Século XXI. A gente tem que ser um misto de complicada e perfeitinha, antiquada e moderninha, ousada e comedida. No sexo então, diria que nosso comportamento tem que buscar o equilíbrio na instabilidade contemporânea.

Respeitando as proporções, tanto de idade quanto ao que remete à problemática, a mulher de hoje parece uma adolescente. Lembro que na minha puberdade a dúvida era se devia deixar o cara “escorregar” a mão enquanto me beijava. Na maturidade dos 20 e poucos anos me aconselhava com as amigas se devia transar no primeiro encontro ou não.

Agora, me preparando para a meia idade, discuto com as parceiras até onde a liberdade sexual pode nos levar: Beijo Grego, Chuva Dourada ou Chuva Negra? É ou não é de assustar, os tempos modernos?

O cara esquece a “folhinha verde”
e daqui a pouco irá querer saber
se rola beijo grego,
chuva dourada ou chuva negra.


Confesso que não sei. Aquela observação que fazemos quando vemos um homem lindo [Que Deus Grego!] até pouco tempo atrás, sempre me fez querer dar vários beijos gregos. Agora, que sei como funciona essa prática do povo antigo e do outro lado do Mundo, repenso a opção. Talvez seja ingenuidade, mas sou do tempo de que chuva dourada era pura purpurina e a negra acontecia apenas quando um poço de petróleo estourava.

Não sei quem me disse, que antigamente sexo era para ser apenas para procriação. Com o passar dos tempos, sexo era para ser algo despreocupado... Daí vieram as DSTs. Anos depois, sexo, além de ser despreocupado, também deveria ser prazeroso. Mas com o surgimento e a propagação do HIV, se tornou inevitável o uso da camisinha. E com o direito ao prazer sexual para a mulher e coisa e tal, o negócio se ampliou para sexo oral e anal. Ótimo.

Agora, mais uma vez, novidades antigas viram modinha e pronto. O cara esquece a “folhinha verde” e daqui a pouco irá querer saber se rola beijo grego, chuva dourada ou chuva negra. Lá vai a mulher debater com as amigas, se informar, as mais ousadas experimentar [ou sacramentar], outras repudiar...

Fico pensando: dá para voltar atrás e apenas curtir o ficar junto, com tesão, vontades, gemidos e grunhidos? Não há nada melhor do que deixar o clima rolar, a mão escorregar, a boca encostar para a língua poder saborear lentamente... Sem [ou com] pressão. Com corpos ardentes e latejantes, toda forma de amor vale a pena. Disso eu tenho certeza.

É do novo velho desse tempo moderno que tenho receio. Dessa busca desenfreada pelo prazer, a qualquer custo. Sem saber direito o que se quer ter, o que sabe fazer, e, principalmente, o que cada um gosta de dar e receber. Eu, particularmente, “quero a sorte de um amor [sexo] tranquilo”. Gosto de novidades, mas sem neuras, sem culpas, nem dúvidas. Só gostosuras. Pronto!


"Palavra de mulher"
Colaboradora: Elaine Barcellos de Araújo
Blogs: Cor de Rosa e Carvão
Jornalismo-Vida e Morte
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A literatura é uma das possibilidades da felicidade humana. Sou feliz quando escrevo e penso que posso dar um pouco de felicidade aos leitores [Julio Cortazar].

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Feniletilamina



As pessoas se referem ao revoar de asas das borboletas como uma sensação boa e estranha, mas ressalto, gostosa. Prazerosa até. Logo, elas dizem sentir “borboletas no estômago” quando estão apaixonadas. Eu, especialmente, chamaria de qualquer coisa, menos disso. Já dois psiquiatras americanos alegam que essa sensação é cientificamente explicável e que tem como base a feniletilamina. Hã?!

“Ela é uma molécula natural semelhante
à anfetamina
e suspeita-se que sua
produção no cérebro possa ser desencadeada

por eventos tão simples como uma
troca de olhares ou um aperto de mãos.”


Já é difícil conviver com a paixão, pra que dar nome complicado ou, então, origem complexa? Começo a gostar da correlação com as borboletas... Muito melhor. Se o bater de suas asas no estômago significa elevar os pensamentos para outro plano, com o objeto de nosso desejo neles; essa expressão é a ideal.

Ouvir Djavan, Daniel, Los Hermanos, Paulinho da Viola, Marisa Monte, Alcione, Tonico e Tinoco no rádio do carro e abrir um sorriso ao associar a canção ao rosto amado... Sentir formigar o estômago quando houve seus passos bem próximos de onde se está. Apertar sua mão, beijar-lhe o rosto, ouvir sua voz, segurar-lhe o braço, afagar-lhe os cabelos para em seguida sentir um arrepio na espinha. Ah, essa é a tal da paixão. De novo, pra que codinome para tantas sensações diferentes a um mesmo sentimento? Bobagem.

Eu fico assim: com tudo isso, mas pra pior, quando estou apaixonada. Por exemplo, quando conheço o cara tão bem quanto estou carregada de borboletas no meu bolsão gástrico, consigo adivinhar até a cor da cueca que ele vai usar em cada tipo de evento possível. Será que isso os médicos Donald F. Klein e Michael Lebowitz, do Instituto Psiquiátrico Estadual de Nova Iorque conseguem explicar com a tal feniletilamina? Sabem me dizer por que me apaixonei por este e não por aquele outro no ano passado?

Uma notícia circulou pela rede sobre o assunto na semana passada. Dizia que os cientistas conhecem a feniletilamina, um dos mais simples neurotransmissores, há cerca de 100 anos. Porém, foi a pouco tempo que começaram a associá-la à paixão. “Ela é uma molécula natural semelhante à anfetamina e suspeita-se que sua produção no cérebro possa ser desencadeada por eventos tão simples como uma troca de olhares ou um aperto de mãos.”

Aí, essa dupla “pirou o meu cabeção” ao chamar de simples, a vibração da voz da minha paixão meu coração, ressoando dentro da minha caixa torácica. Minimizando o arrepio que sinto e o prazer quando ele beija. De ignorar a vontade de ficar junto, vendo tevê; da conversa boba depois do sexo; da troca de e-mails, logo após de se chegar ao trabalho, há menos de uma hora de separação. De menosprezar as compras do casal no supermercado; do telefonema na hora do almoço, do tremor nos corpos na hora do gozo. Mas até pra isso os “seguidores de Freud” têm explicação.

Esses dois psiquiatras desenvolveram uma teoria baseada no “affair” da feniletilamina com a paixão. Eles sugeriram que o cérebro de uma pessoa apaixonada continha grandes quantidades de feniletilamina e que esta substância poderia responder, em grande parte, pelas sensações e modificações fisiológicas que experimentamos quando estamos apaixonados. E pasmem! Deram tempo de vida pra minha paixão (ou pra sua): de 18 a 30 meses. Segundo eles, tempo suficiente para aquecer a relação até o ponto de chegarem os filhos.

Dois anos e meio e cientificamente se namora, se “enrosca” ou casa e pari. Não necessariamente nessa ordem, mas, o interessante é que isso acontece sempre apaixonado. É o único consenso que mantenho com os cabeções da ciência. Pois, para os mais lerdos como eu, que vive a paixão intensamente sem pensar em tempo, não vale limitar nada na vivência com esse sentimento. Se não, eu já teria pelo menos, uns cinco filhos e todos de pais diferentes.



"Palavra de mulher"
Colaboradora: Elaine Barcellos
Blogs: Cor de Rosa e Carvão
Jornalismo-Vida e Morte
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sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Transar ou não transar no primeiro encontro?



Transar ou não transar no primeiro encontro? Afinal, isso ainda faz alguma diferença? Até bem pouco tempo atrás, a mulher que transava já na primeira vez, era impiedosamente classificada como “fácil”, só para usar um adjetivo menos vulgar. E não é difícil entender o raciocínio masculino sobre esse comportamento, bobagens do tipo “se ela foi comigo, tão facilmente, já deve ter feito isso muitas vezes com outros”. Mas esse é apenas um lado dessa moeda. Resta-nos saber como esse dilema é encarado atualmente entre as mulheres, face aos muitos avanços e mudanças comportamentais adquiridas nos últimos trinta anos.

Exatamente por esse motivo, o Sexo Verbal foi perguntar a opinião de algumas blogueiras e amigas sobre esse assunto. Com a palavra, o sexo forte!

O sexo tem que ser feito quando há vontade. Não interessa se é a primeira vez que se encontram. Não interessa se vai ter que ser rápido ou não vai dar pra dormir junto. Sexo no primeiro encontro é o que diferencia uma mulher de uma menina, um homem de um moleque. Fazer joguinho ou se auto-impor regras do tipo “não dou na primeira vez” é coisa de menina. Sair com uma gatinha, transar com ela e olhá-la como uma vadia ou fazer a patética constatação: “essa não é para casar”, é uma característica de moleque. A mulher dá quando está a fim. E ponto. Homens sabem comer uma mulher de prima, levá-las para jantar, comer mais vezes, tomar um vinho/chope, pegar um cinema e, porque não (?), se for o caso, iniciar uma relação. Foi assim entre mim e Ele.
Ela” do blog “Eu com ela


Sexo é o novo beijo na boca, dar ou não no primeiro encontro vai do tesão do momento, o que ambos (ou mais) irão pensar sobre o assunto vai da moral sexual de cada um. Se for feito com responsabilidade não há problema.
Alexandra Badaró
http://twitter.com/alexandrabadaro


“Mudanças de comportamento sexual ocorreram nos últimos anos, permitindo que as mulheres percam o receio de transar no primeiro encontro. Isso possibilita que elas escolham de acordo com o seu desejo sem ter que necessariamente ficar presa a certos protocolos ou se preocupar com o julgamento masculino. Porém, mais importante que saber em qual encontro transar é ter sempre responsabilidade e nunca dispensar a camisinha.”
Valentina - Editora do Sexo Verbal

“Sei que parece coisa de quem fica em cima do muro, mas isso depende. Depende das intenções, por que um primeiro encontro pode ter vários objetivos. Pode ser pra conseguir um futuro namorado ou apenas um parceiro para um bom sexo, casual ou não. Pessoalmente não gosto de sexo assim. Para mim, sexo está intimamente relacionado à amor, carinho e intimidade (uma romântica incurável), por isso dificilmente faria sexo no primeiro encontro. Acho que é preciso algo "a mais" pra fazer a coisa valer a pena, já que prazer por prazer, não preciso de outra pessoa pra isso. Mas entendo que muitas das pessoas, talvez a maioria, não pense da mesma forma. Então depende do que você está procurando na outra pessoa.”
Laivine Raumo, do blog Krisis Blog
http://twitter.com/krisisblog



Desde sempre a dúvida quanto ao sexo no primeiro encontro é levantada em questão. Confesso que quando era mais nova acreditava que devia me preocupar mais com a opinião do homem e fazer o jogo mais difícil possível, caso eu tenha interesse num relacionamento futuro com ele. E conheci muitos homens que acreditavam mesmo na história que "quanto mais difícil melhor". Hoje em dia, um pouco mais de experiência me fez acreditar que devo seguir a minha vontade. Não será o sexo no primeiro dia que fará com que o relacionamento tenha futuro ou não. Já namorei por quatro anos um homem que transei na primeira noite. Já nunca mais vi muitos homens que não levei pra cama no primeiro dia (e depois também não). Hoje quero alguém que não se importe com isso. Faça o que queira. Sentimentos não dependem de formalidades como esta. Pelo menos, não os meus.
Drika Sanchez, do site Bebendo Fumaça
http://twitter.com/bebendo


Eu conheço os dois lados dessa moeda, pois já fiquei com homens e hoje fico com mulheres. Acho que com homem tem aquele preconceito de que a mulher que resolve fazer sexo no primeiro encontro é fácil demais, não é pra namorar, sendo que o que o homem mais quer é sexo (a maioria deles). Com mulher é diferente, é mais tranqüilo, não acontece esse tipo de coisa. Creio que as pessoas não deveriam se prender a preconceitos idiotas, pois é pura perda de tempo. Fazer sexo é o que há, com responsabilidade, lógico!
Mirza Andrade, sem blog


Acho bobagem. Pra que conhecer "melhor" o parceiro(a) sendo que talvez você não queira um parceiro? E o sexo casual? Qual o problema de transar na 1ª noite. pode ser que esta não se repita nunca mais, pode ser que ele não ligue pra marcar encontro... pode ser tanta coisa e você aí fica se questionando? Tá com medo do que? Liberte-se.
Srª Argondizo, do Blog Sexo, Suor e Saliva

Acho que não tem mais essa de que "mulher tem que dar no primeiro encontro é a pior maneira de se arrumar o segundo". Já se foi o tempo em que nós, mulheres, tinham que pensar assim. Não sei, mas dizem que faltam homens por aí e quando se acha um "bom" tem que "prender", sendo assim, dar na primeira já era uma forma de se fazer o certo. Fala sério!
SweetMartini
http://twitter.com/sweetmartini

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Orgasmo: você já fingiu?



"Para a mulher, ruim não é simular o orgasmo,
mas quando o homem é tão rápido que
não dá nem tempo para fingir."

(Fabrício Carpinejar)

Será que o escritor tem razão ao dizer isso?

As duas situações são ruins, mas por que uma seria pior que a outra se nos dois casos a mulher não está sentindo prazer?

Essa idéia tem como fundamento a crença de que as mulheres (em sua maioria) já fingiram, fingem ou fingirão orgasmo em algum momento de suas vidas. Baseado no fato de que o orgasmo masculino pode ser notado de forma mais clara, acredita-se que as mulheres facilmente (e freqüentemente) possam enganar seus parceiros.

Os motivos que podem levá-las a fingir são:

-Medo de desagradar o parceiro que pode se sentir mal por considerar-se incapaz de satisfazer sua mulher. Assim, ela finge para que ele não pense que seu desempenho foi ruim. Nestes casos, o que ela deseja é não ferir a vaidade masculina.

-A mulher acredita que, se ele souber, perderá o interesse por ela, achando-a “fria”.

-Ela quer acabar logo. Neste caso, o sexo não está bom e as razões podem ser variadas: desinteresse momentâneo, cansaço ou porque o relacionamento já esfriou.

Independente das causas que levam a esse comportamento, quem o faz acredita estar diante da melhor saída. Talvez por isso, Carpinejar tenha dito essa frase. Se a mulher não consegue nem simular, o problema fica exposto. E muitas vezes não estamos dispostos a encará-lo.

Há quem goste de viver se enganando e jogando o lixo debaixo do tapete. Pode-se viver assim por muito tempo, mas em algum momento aquela sujeira acumulada vai sair em forma de frustração e até mesmo como raiva do parceiro.

E você o que terá ganhado com isso? Diploma de atriz?

Quem passa por isso deve ter em mente que o melhor caminho é o diálogo. É preciso dizer o que está acontecendo e procurar juntos a solução. Um casal capaz de conversar abertamente estará mais sintonizado na hora do sexo e conseqüentemente as coisas fluirão de forma satisfatória para ambos.

Outra coisa importantíssima é o autoconhecimento. Você precisa se tocar, conhecer seu corpo, saber do que gosta e como gosta. A masturbação é muito importante! Invista nela! Passe um tempo com você mesma e aproveite! Só terá benefícios.

Não tenha como meta principal atingir o orgasmo. A relação sexual pode (e deve) começar muito antes do ato em si, seja com a preparação do ambiente, um telefonema safado ou uma lingerie provocante.

Aproveite todo o tempo juntos, cada carícia, cada beijo, cada toque. O orgasmo dura alguns segundos, a relação sexual não. E lembre-se que o sexo deve ser um momento bom para ambas as partes. Por isso não perca tempo fingindo algo que você não está experimentando.



"Palavra de mulher"
Colaboradora: Valentina


terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Fui Garota de Programa

O relato de Daniela, que aos 22 anos, conheceu o submundo da prostituição.

Saí de casa muito cedo, logo aos 18 anos, grávida de dois meses. Meus pais colocaram a situação nos seguintes termos: ou eu fazia um aborto ou teria que sair. Eu preferi sair. Meu namorado, hoje meu marido, era policial militar no Rio Grande do Sul, onde vivemos.


Ele não ganhava muito, quem é do ofício sabe que um “brigadiano” (como chamam aqui os soldados da Brigada Militar, a polícia gaúcha) não ganha lá essas coisas. Mesmo assim, achamos por bem ir morar com a minha sogra, em Porto Alegre. Mesmo com todo o sacrifício, tive minha filha sem maiores atropelos. Veio, então, a segunda gravidez. Com ela, o início do meu inferno. Meu marido, em uma das piores decisões da vida dele, resolveu aceitar o Plano de Demissão Voluntária proposto pelo Governo do Estado e abandonou a corporação. Com algum dinheiro, compramos uma pequena casa na zona Norte da cidade e ainda abrimos uma modesta locadora de DVD.

Existe um ditado gaúcho que diz que “ovelha não é pra mato” e logo meu marido jogou todo o investimento que fez na locadora pelo esgoto. A pirataria e a Internet acabaram com o negócio. Não dá pra alugar um DVD por R$ 3,00, quando o mesmo filme (pirateado, lógico) é vendido por R$ 1,50 nas ruas. Sem outra habilidade para exercer, ele arrumou emprego de “leão-de-chácara” em um puteiro da região. Certa noite, quando tentava separar uma briga, levou uma facada no ombro esquerdo. Devido a gravidade do ferimento, perdeu boa parte do movimento do braço. Com meu marido desempregado e inutilizado, as coisas foram ficando piores do que já estavam. Sem dinheiro pra nada, vivia de favores e de uma miserável pensão que minha sogra recebia.

"Na hora do sexo, fechava os olhos e
pensava na sobrevivência de minha filha."

Certo dia uma amiga me fez uma proposta. Os valores recebidos eram até tentadores, mas me tornar garota de programa era algo que nem passava por minha cabeça. Isso até minha filha mais velha ficar doente. As despesas aumentaram, junto com meu desespero. Desculpas bem tramadas, comuniquei meu marido que havia arranjado emprego na recepção de um motel da Capital, para trabalhar no turno da madrugada. Claro, ele fez escândalo, brigou, até ameaças de agressão tive que suportar. Decidida, fiz ele entender que só havia duas soluções: ou eu aceitava o emprego, ou pegava minhas filhas e ia embora pro interior do Estado.

O motel era de luxo. Todas as garotas faziam lá os seus programas em suítes fantásticas. Com um nome fictício e o meu celular impresso em todos os sites especializados em “Acompanhantes”, iniciei meu trabalho. Admito que no início foi difícil. Toda sorte de homens passaram por mim. Feios, sujos, fedidos e os piores: os esquisitos. Quem trabalhou no ramo sabe do que estou falando. Na hora do sexo, fechava os olhos e pensava na sobrevivência de minha filha. Com o tempo, me tornei fria e objetiva: dinheiro era só o que queria. Dinheiro, aliás, que começou a entrar como nunca em minha bolsa. Tinha 22 anos e, apesar de duas gravidezes, tinha um corpo de razoável pra bom (entendam como quiserem).

"Não recomendo essa vida pra ninguém,
pois no tempo em que estive nessa condição
só vi desgraça e desespero."

Em casa meu marido desconfiava que havia algo de estranho no meu emprego, mas não falava nada. Meu celular tocava a cada duas horas e as roupas que vestia eram caríssimas. De fato, nos 5 anos em que exerci a profissão mais antiga do mundo, ganhei grana suficiente para sair disso. E saí.

Minha sogra faleceu, então vendemos tudo (somado com minhas economias), e rumamos para o interior, onde a vida se mostrou bem mais fácil. Melhor que isso, pude apagar uma estória pregressa, da qual pouco me orgulho. Hoje vivo bem com meu marido, tivemos mais um menino e minhas filhas estudam em bons colégios. Meu pai não chegou a conhece os netos, mas minha mãe se arrependeu dos erros do passado e acabamos perdoando uma as outras.

A lição? Nunca me orgulhei do que fiz. Tive a sorte que muitas não tiveram e saí do ramo, apenas isso. Não recomendo essa vida pra ninguém, pois no tempo em que estive nessa condição só vi desgraça e desespero. É uma indústria que não pára, alimentada por gente como eu, que mal tinha o que comer.

"Palavra de mulher"
Colaboradora:Daniela (nome fictício)

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Sexo na gravidez

Sim, estou grávida pela terceira vez. Mas foi sem querer, juro! Nenhuma pessoa sensata, em pleno século XXI, que ganhe menos de 10 salários mínimos vai pensar em ter três filhos hoje em dia. Mesmo sendo de uma classe média, “meia bomba agonizante” como eu. Na verdade, eu tinha determinado que dois filhos homens já era lindo, supersensacional e digno. Ainda mais por ser daquele tipo de mãe que chora quando o pequeno tem acesso de cólica, quando o dente lhe dói nas gengivas, ou quando tem reação a vacina.

Então eu bati o martelo e fechei a fábrica por conta própria, na teoria. Só na teoria. Na prática eu não fiz porque achava que não era coisa de Deus. Meu marido, o “Engraçadão” vivia dizendo que daria "nó no pinto" e fomos indo. Assim, eu fiz uma abdominoplastia seguida de lipoaspiração, “botei” peitos, fiquei com corpinho de vinte (sim, porque rosto eu já tinha, apesar dos trinta e sete) e danei a foder.

Bebia, fumava e trepava. Sempre tivemos um relacionamento muito sexual, mesmo depois de quinze anos de união. A gente detesta cama e trepa nos outros cômodos. Ultimamente andávamos trepando até na cama, só pra variar um pouquinho. Sabe como é, não? Depois de tanto tempo era bom dar uma variada. Era... Aí eu engravidei de novo "sem querer." Desesperei-me. Deprimi. Não é fácil. Primeiro pensava que era problema com o álcool, porque foi depois de uma bebedeira com as amigas que fiquei com uma espécie de azia infinita. Depois de uma semana nessa, fui correr atrás pra saber que porra era aquela. Aí lembrei que não tinha menstruado. Aí lembrei que só podia ser engano. Aí lembrei que não sou daquelas de fazer aborto e aí, finalmente, descobri que era neném.

"Eram faxinas intermináveis regadas a cerveja,
música e sexo no chão. Cada limpada
de janela, era uma trepada."


Na minha primeira gravidez, que não foi planejada assim como essa, passado os transtornos chatos, voltei a atividade sexual quase normalmente. Aceitei bem, apesar de não termos nenhum puto no bolso e apesar até, de nossa situação financeira ser bem pior que agora. Era tudo novo, só eu, ele e o hidratante. Meu marido, o "Engraçadão", ficou extremamente sexy na minha primeira gravidez. Tínhamos sete anos juntos. Aquela faceta “pai” que eu não conhecia, me fazia sentir tesão nele. Meu corpo barrigudo, porém firme também era excitante. Então, nós tínhamos tempo, planos e eu passava hidratante todos os dias! Tínhamos um apartamento novo também, que acho, foi o grande culpado pela gravidez inesperada. Eram faxinas intermináveis regadas a cerveja, música e sexo no chão. Cada limpada de janela, era uma trepada. Na escada, no corredor, no banheiro... menos na cama.

E assim eu fui levando até o final. Já não transávamos todos os dias, mas era muito bom. O chato, era que quando a coisa ficava mais violenta, mais acelerada, eu tinha que pôr o pé no freio com medo de incomodar o bebê. Fora isso, fomos bem até quase o nono mês. Aí, quatro anos depois, na gravidez do Sr. Cabeça de Bolinha (meu filho de número dois) eu fiquei muito mal nos três meses e meio iniciais. E junto desse desconforto, sentia um cheiro horrível no "Engraçadão". Não era cheiro de vala, nem mau hálito, muito menos cecê. Era um cheio na respiração dele, que me dava vontade de vomitar cada vez que ele se aproximava.

"Achava que nunca mais sentiria tesão.
Sentia-me tão culpada por tratá-lo
de maneira tão fria"

Mesmo ao me dar um beijo, eu virava o rosto. Se ao dormirmos ele virava pro meu lado, eu me virava de costas. E assim foi até o quinto mês, quando eu não ousava conferir se o cheiro tinha passado. Claro, eu não me sentia confortável com isso. Achava que nunca mais sentiria tesão. Sentia-me tão culpada por tratá-lo de maneira tão fria. Era muito complicado, pois eu sonhava com muitos homens, sempre me comendo ou ao menos tentando me tocar. Na verdade, nos sonhos, tinham outros homens, mas eu sempre acabava numa tentativa frustrada de automasturbação fracassada. Nem isso eu conseguia.

Por fim, um dia sonhei que meu marido me pegava de jeito e foi assim que eu mesma fui fazendo minha cabeça pra voltar a comê-lo. Um dia, acordei cedo e fiz ele me comer de ladinho, justamente de manhã (que eu detesto), ainda de boca suja, só pra ver como seria. Depois, chegando do trabalho, ataquei-o no banheiro. Tiveram outras vezes, mas foram muito espaçadas até o nascimento do bebê.

"Me sinto numa TPM interminável..."

Agora, grávida de "Miss Surpresinha", continuo não dando pra ninguém. A diferença é que além de morta da cintura pra baixo, estou feliz e ligando porra nenhuma pra isso. Claro, fico com pena dele que deve estar com as mãos sangrando de tanto “tocar” bronha. Até o meu pai, o "Sr. Engraçado", já mandou ele comprar um sabonete especial pro banho, pra “tocar” algumas. A gente anda fazendo muita piada com isso, porque não adianta se estressar. Ele não está mais com aquele cheiro insuportável, que dessa vez atingiu até aos meninos, mas mesmo assim, me limito a uns poucos beijos de língua. Me sinto como numa TPM interminável e admito que em termos de culpa, me sinto “zero culpada” por estar assim. Isso passa. Tudo passa.

A única coisa chata disso tudo, é que depois que voltamos a atividade sexual normal, eu "volto a ser virgem" e o pau do "Engraçadão" parece ter um metro e meio. É triste. Haja KY. Trepo chorando, mas depois volta ao normal! E nessa vida, a tudo se acostuma, não é mesmo? A gente se acostuma a ser enrabado pelos órgãos públicos, pelos prestadores de serviço, pelos políticos de Brasília. Uma “pirocada” a mais ou a menos...

Beijo na bunda.

Engraçadinha
"Palavra de mulher"
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